quinta-feira, 29 de agosto de 2013

A carta


Meu Amor,
No momento
Em que leres esta carta
Sei que estarei
Um pouco mais longe
Um pouco mais
Ausente dos teus olhos
E do teu peito
Que me vira as costas
Deixando-me
Entregue á minha Sorte
Grande
É a distância emocional
Em que os metros
Equivalem a anos-luz
Intermináveis
Em cada passo que dás
Na direccão
Desse teu lugar ao sol
Onde Tudo
Incoerentemente termina
Do mesmo modo
Como o Tudo começou
Tu a sorrir
E eu vestido de negro
Prevendo o amor
Que a puta da vida me roubou!

http://www.youtube.com/watch?v=LvetJ9U_tVY

domingo, 4 de agosto de 2013

Lustro


(I)lustro
A vontade
De te ter
Aberta
E ilustrada
Para mim
E pintar-te
Na minha
Ilustre
Tesão
Em leite
De marfim!

sábado, 3 de agosto de 2013

Deleiticídio


No envolvimento
Desvias
A minha atenção
Para o teu lado
Mais carnal
Mas sabes que sei
Que no fundo
Há um tanto
Ou um quanto
De Emocional

Mas preferes
Que eu fique
Calado
E prostrado
Bebendo o mel
Da tua cona macia
E vez após vez
Matas-me
Por afogamento
No dilúvio
Da tua lascívia!

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Périplo


Procuro-te
No périplo
Do meu corpo
Ressentido
E abandonado
A tentação

E perco-me
Na viagem
De ida e volta
Pelo Cabo
Da tormenta
À satisfação

Insano
Dou asas
Á imaginação
Na vertigem
Do compasso
Mas lúcido

E logo
Atravesso
Esse teu ar
Num voo
Longínquo
E translúcido!

terça-feira, 30 de julho de 2013

Fanatismo


Podes chamar-me
De louco
Ou guloso
Mas sou é tenaz

Pode ser até defeito
Ou feitio
Mas contigo
De tudo sou capaz

Desde mover o mundo
A revirar-te
Os olhos
Na primeira carícia

A dar-te dois dedos
De conversa
E a linguagem
Da mais pura malícia

Porque sou o que te sou
A tua libido
Entornada
No teu Verso tão lunático

E preso ao teu momento
Eu bebo de ti
E pela Calada
Tu gemes: “Meu fanático“! 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Emboscada


Armo
A culatra
E aguardo-te
Na cilada
Armado
Até ao dentes
Ajoelho-me
Em emboscada

E és ponto
De mira
Na ponta
Do meu cano
Oleado
E camuflado
No azimute
Sem engano

E faço Pim
Pam Pum
E cada tiro
Faz um Zoom
E no retrato
És a vítima
Que grita
“Vá, só mais um!”

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Na submissão


Levo-te aos extremos
Das sensações
Faço-te renascer
Nas minhas perversões

Onde sou o Amo
E tu a minha Escrava
Parida no meu leito
Na tesão mais brava

E calo-te a boca
Em frases ordenadas
Afasto-te as pernas
E as mãos manietadas

Enfio-te os dedos
E depois uma vela na cona
Tiro-a, acendo-a e pingo-a
No teu ventre e marco a zona

O resto já tu sabes
Um enredo com mijadelas
Marcações de território
Entre palmadas e cuspidelas

Até á violação total
Com o teu consentimento
É a prova da tua servidão
Porque gozas no tormento

E num puxão de cabelos
Levanto-te o queixo
E a tua voz Submissa diz:
“O meu Senhor quer, eu deixo!”

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Filosofal


Se penso
E logo existo
Logo sou vida
E se viver
É amar
Então sou Amor
E se gozar
É ter prazer
Então sou furor
Logo sou
Aquele que fode
Esse teu cu com Amor!

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Alinhavado


Há um fio
De seiva
E de cuspo
Que nos une
Mesmo quando
A tua boca
Se afasta da Minha

E por Nós
Dás um laço
Sem qualquer
Embaraço
Pelo rasgo
Aqui costurado
Em toda essa linha!

terça-feira, 23 de julho de 2013

Gravitar


Na tua cauda
Em fogo
Como rastos
De um Cometa
Há um Espaço
Entre a Lua
E o teu Degredo

Onde aterro
De nariz
Ou de queixo
E deixo a língua
A Gravitar
Pelas Estrelas
Do nosso Segredo!

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Euforia


Faço
Da minha
Euforia
O novo
Perfume dela
E destilo
Em sua carne
Na forma
De uma querela

Intenso
Do trote
Ao galope
Em chicotadas
De mestre
Eu dou-lhe
As mãos
E conduzo-a
Na louca
Dança equestre

E cavalgamos
Os dois
Alucinados
Nos lençóis
Ou na pradaria
Até á hora
De matar a sede
E bebermos
O néctar
Fruto da Euforia!

domingo, 21 de julho de 2013

De dentro para fora


A Serpente
Maliciosa
Enfia-se
E cora
Na maçã
De dentro
Para fora

Ela cospe
O veneno
Na polpa
Carnuda
No pecado
Original
A pele muda

E surda
Ela rasteja
Rebenta
E borra
A pintura
Quando
Nela esporra!

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A Queda


Vais
E voltas
Como um Anjo
E nunca sei
Se voas
Ou se desta cais
Mas
Se caíres
Há uma certeza
Eu agarro-te
E não
Te largo mais!

quarta-feira, 17 de julho de 2013

A.D.N.


A afamada
Origem
Da espécie
É difamada
Diante
Dos teus olhos
Em lances
Roçando o epopeico

É o colapso
Da seiva
E da vida
Num lapso
Na translúcida
Loucura
Em meu ácido
Desoxirribonucleico!

terça-feira, 16 de julho de 2013

O Jogo


Parto
Cedo
Do princípio
Mas volto
Sempre
Ao início
 
E Nu
 Teu corpo
Em tabuleiro
Lanço
O Dado
Batoteiro

Movo
A Peça
Casa a casa
Da boca
Ao ventre
Em desgraça

E entro
Na Prisão
Em preventiva
Fujo
E dás-me
Uma alternativa

O regresso
À casa
De onde parti
E (re)vertes
O Jogo
Todo para ti!

domingo, 14 de julho de 2013

Redemption


She seeks
Redemption
Crawling
For the thrill

Teared apart
By my arms
Moving on her
Like a windmill


Then I give
And she takes
When I throw
My blade away

From flesh
To dust
She chooses
The milkyway

So I stab her
And It´s only
All over
When it´s over

And she cum`s
To life
When I die
Of killing her!

sábado, 13 de julho de 2013

Instrumental



Enquanto
Tu tocas
Beijas
E sopras
No Instrumento
A melodia
Que me ergue
E aos teus lábios cola

Eu dedilho
Acordes
Sem Dó
Pela Ré
Onde a língua
Rasga-te
Um raio de Sol
Nas cordas da tua,Viola!

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Tríptico


Alors, ma bouche
Talks with
Mein Zeigefinger

“Kommt mit mir
Dans le plaisir
Where we linger

Inside and out
Weisst du jetzt
Qui est l`artiste

Pour ton moment
Of pure joy
In meine gesicht!

Assente


Sem acento
É agudo
O grito
Assente
Que ela dá
No agacho
Quando se senta
Acentuada
Na tónica
Do meu
Assento
Mais grave
Que nela
Tão bem assenta!

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O Ser poeta


Não
Não sou poeta
E não me importa
Se escrevo muito ou pouco

Apenas gozo
Com o corpo
E (d)escrevo
A lucidez do meu lado louco

E ser poeta
Reza a história
È amar assim
Apenas perdidamente

É abdicar
Do corpo
E contentar-se
Viver só pela mente

É depositar
Os sonhos
No ar vazio
E numa folha de papel

Ao que eu
Para me contentar
Tenho de deitar
Os meus sonhos na tua pele!

quarta-feira, 10 de julho de 2013

Homilia


Abre a boca
E abre os olhos
Não tenhas medo
E prova os molhos

Os meus nos teus
Misturados
No céu da tua boca
Em mares agitados

Até á garganta
Numa louca folia

Feita na vertigem
De uma homilia


Agora,olha para mim
E aceita o dote
Nesta projecção
Do meu sumo-sacerdote!



O Pão que o Diabo amassou


Tenho que te prender
Para que te soltes
E tirar-te um sentido
Para que te encontres

E nos outros quatro
Vou-te mostrar a razão
Porque que te digo
Que és minha cega tesão

Cativada na espera
Dar-te-ei com preceito
O que sempre foi teu
Por legitimo direito

E rasgo os trapos
Do teu corpo pasmado
Limpo a Saliva
Do teu sexo esfaimado

Com a boca vil
Sugando o momento
Dos lábios á língua
Nesse cravo suculento

E os dedos avançam
Como se comprometem
A ir ao fundo da questão
Abracadabra e desaparecem

Então a tua boca desatina
E pede que eu te foda
Mas não, ainda não
Quero que te babes toda

Prendo o  teu grelo
Entre os dentes frios
Chupo-o e lambo-o
Dando-lhe mil calafrios

A hora H está á vista
Presa por um fio
E agora sim fodo-te
No final deste desafio

Desvendo-te os olhos
Para veres quem eu sou
Sou o Pão de Deus
Que o Diabo amassou!

terça-feira, 9 de julho de 2013

Uma agulha num palheiro


Os teus olhos
Na busca incessante
São como pérolas
De brilho constante

Procuras o corpo
Do meu esplendor
Que tanto adornas
Em gestos de amor

Até ao encontro
Das almas aguçadas
Em teus lábios
Logo alinhavadas

Que entre eu e tu
Eu entro e saio
Fico um bocado
Tão pouco me retraio

E na ponta afiada
Um fio do mel verdadeiro
E sabes que achaste
Uma agulha num palheiro!

Crónica de um Vampiro


Primeiro intimido-te
Mordo-te
E faço-te tremer
As veias mais íntimas
As ganas de sugar
E beber
A tua intimidade
São mais que legítimas 

No pescoço intimado
Vou á jugular
Antes de chupar
O teu íntimo suspiro
Qual antídoto
Na doença crónica
De intimamente
Ser este teu Vampiro!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Expiatório


É notório
O calor
Que invade
O acessório
A pele
Escorrendo
Num sudatório
É o desejo
Premente
E obrigatório
A purga
Do corpo
Em crematório
E que batam
As palmas
No auditório
É o louco
Trajado
De simplório
Expulso
Por conduta
Dum sanatório
Talvez até
A puta
Do escritório
Ou o reguila
Fugido
Do reformatório
O tal cabrão
Em bode
Expiatório
Marcado
A vermelho
Num relatório
Mas sou
Apenas eu
Alienatório
Aos nomes
Que me dão
Em contraditório!

domingo, 7 de julho de 2013

Dicotomia


Dicotómica
É a fenda aberta
No caule vigoroso
Quando fecundada
Tão levianamente
Pela tua língua
Em destemidas prosas

E nesses instantes
Sou como tu
Fêmea vasculhada
Em espasmos
A sentir o que sentes
Quando no (in)verso
Na minha Língua gozas!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Profundezas


Com jeito alcanças
As minhas profundezas
Primeiro com a língua
E depois com as presas

Onde lambes, molhas
E intrometes-te a fundo
Trincas, chupas com fé
Até ao fim do (i)mundo

Tiras, metes e saboreias
Rebentas a escala indecente
E descobres mais um pouco
O buraco negro transcendente

Porque nesta tua conquista
Os dedos também me comem
Nessa tua gula que não me faz
Nem mais nem menos Homem!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ReLance


No relance
Viciados
Rolamos
Como dados

Sem batota
Lançados
No desejo
Tão atiçados

Em pele
Suada
A antecipar
Outra jogada

Em que
A chamada
É a carne
Já apostada

Em sentir
O caralho
A dar cartas
Sem baralho

Sem saberes
Onde calho
Mas sabes
Que não falho!

Delinquência



Manobras-me
Em chaves de mão
Roças a língua
No meu pau de cabrão

E logo lambes
A lágrima solitária
Translúcida
Feita puta ordinária

Pois entre as tuas
Artes e artimanhas
Dissecas-me
A alma e as entranhas

Para que assim
O veneno que habita
O meu corpo
Seja a minha cripta

Que no leite expelido
Por soluços emergentes
Eu morra de gozo
Nas tuas mãos delinquentes!


quarta-feira, 3 de julho de 2013

Lúbrica


Começam
Lentos
Os dedos
Sonolentos
Acelerados
Em interacção
Na maldita
Tesão
Pelo fim
Pretendido
O render
Do Sentido
Obrigatório
Pela via
Do meu ver
Se te avia
Sem ar
De púdica
Na rota
Tão lúbrica!

De A a Z



De A a Z
O rito sagaz
Seja eu
O perspicaz
O bandido
Ou o audaz
O que interessa
È ser tenaz
Demonstrar
Que sou capaz
De na guerra
Dar-te a paz
Que a ti
Tanto te faz
Seres tu a cabeça
De cartaz
Ou recompensa
Num cabaz
Onde a pena
Mais eficaz
É sucumbires
Como te apraz
Neste meu
Apetite voraz!

terça-feira, 2 de julho de 2013

A Saga


A anarquia
Toma a carne
Que grita
Num insólito ardor
Qual criatura
Endiabrada
Que se ergue
Em todo seu furor

E da febre
Fazes a revolução
Do sopé
Á cabeça do cravo
Por linhas
Escorrida
Na batalha
Onde luta um bravo

E dás razão
Á irracionalidade
E ao caos
Todo depositado
E na seiva
Jaz a saga
De um mártir
Em caldo entornado!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

A Chave


Sabes-me
Chave Mestra
Da tua porta
Aquela que te entra
E dá uma volta
Ou duas
Sejam três então
Mas sempre
Sempre cruas
São voltas
Que revoltam
Rangendo
Pela madrugada
Um gemido
O óleo
Um grito
E logo passa
Pois a ti
O que importa
É eu não perder
A graça
E mesmo aberta
Bato
E rebato
Na tua porta
Sou o mensageiro
Da tua
Doce desgraça!

domingo, 30 de junho de 2013

Opium


Quando eu te lavro
E o teu solo fertilizo
Mancho todo o mundo
Em nódoas de aviso

Em toques de alvorada
Do clarim latente
Atiço a aurora boreal
Pela chuva quente

Ao que tu logo salivas
E mostras-me os cios
Na boca arreganhada
Pela lamina já em fios

E recortada entre as coxas
A papoila é fecundada
Libertando o ópio
No êxtase de cada facada
 
Vamos de criaturas perversas
A corpos de anjos inebriados
Que bradam aos céus
Num voo sem asas sustentados!

sábado, 29 de junho de 2013

Resposta


É a resposta
Sempre
Tão pronta
Na ponta
Da língua
Já dormente
É o gozo
Em teu Ouvido
Cada vez
Que entranhas
A palavra
Da Serpente!

Afecto


É afecto
A forma
Como em ti
Me projecto
Luzes, câmara
Acção
Em directo
Eu agarro
E aperto
Meu vil objecto
No suicídio
Das partes
Em que me ejecto
Num disparo
Certeiro
Sem ângulo recto
Gemo
Urro
Para o tecto
Respiro
Olho-te
E num beijo correcto
Provo
Que a via láctea

Em dejecto
Nos teus lábios
É fonte
Do meu afecto!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pim Pam Pum


E faz
Pim
Pam
Pum
O (de)leite
Que te queima
Quando
Somos Um!

Conto por ponto


No encanto
Mágico
Eu conto
Era uma vez
Um Santo
De pau
Muito tonto

E reconto
Num trágico
Pranto
De mar(a)fado
Eu monto
O enredo
No teu recanto

Nesse manto
Mamálgico
Não desconto
E logo
Subo tanto
E acrescento-te
Mais um Ponto!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aluado


Esta noite
O meu quarto
Ficou minguante
Em noite
De mil pecados

Onde beijei
E toquei os luares
Dessa tua Lua
Tão cheia
De tons molhados

E perdi-me em ti
Nesta mente
Pecaminosa
Mas ter-te assim
Não me basta

Pois já é dia
E ainda encontro
O teu corpo
Neste sonho
Que me arrasta!

domingo, 23 de junho de 2013

Desconcertante


Desconcertante
É o modo
Como o teu Olhar
Antecede
À tua língua
Pedante
Desconcertado
É a forma
Como o meu corpo
Reage
A essa tua Visão
De pecado!

sábado, 22 de junho de 2013

Sinfonia


A teus pés
A batuta
Não é
Do Maestro
Colhida
Em plantas
E rendida
Ao sequestro

Na envolvência
Tu moves
O Ceptro
Com mestria
Conduzes
A orquestra
De um membro
Na tua estria

E levas
O ponteiro
Ao rubro
Na agonia
Roçando
Na partitura
O gozo
Em sinfonia!

Anjos&Demónios


Enterro
O machado
De guerra
No vale
Onde ela
Tanto berra

Por mais
Mais forte
Sem parar
Dou-lhe cabo
Da cauda
E do andar

E de gatas
A cadela geme
E implora
Que lhe rompa
O Anel
Dentro e fora

Pede mais
Uma estocada
E sabe a pouco
Agora sou eu
Quem lhe dá
O troco

Então bato
E rebato
Feito louco
Até o seu mel
Escorrer-me
Pelo escroto

Feito Demo
Rasgando asas
A um Anjo
Estropiando-o
Num acto
Sem arranjo

Até ao declínio
Onde (con)verto
A decadência
Nesse abismo
O inferno é o céu
Numa confidência!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

The Beauty&The Beast


I love
To feel
The touch
Of your skin
The velvet
Of your lips
Over my Sting

The slides
Of your claws
Stripping
The Beast
It´s a Beauty
And a fucking
Amazing Thing!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Básico


No regresso
Ao básico
Encontramos
O Essencial
Os nossos lados
Mais puros
Do emocional
Ao animal

De rugidos
Esfomeados
Pela carne
Versátil
À sede
Dos néctares
Na mescla
Tão volátil

O abandono
Do racional
Em troca
Da ração
Em doses
Excessivas
E com toda
A razão

E choras
Lágrimas
De crocodilo
Cioso
Dorida
És a fêmea
Vergada
Pelo gozo

Golpe
Após golpe
Em estocadas
De insanidade
Lucidamente
VociFeras
“Isso, fode-me
Sem piedade!”

Adulterada


Era uma vez
Uma história mal contada
Sobre um Capuchinho Vermelho
Que atravessou o bosque fora da estrada

Lá ia cantarolando
Com ar de marota contida
Na mão, uma cesta para a avozinha
No decote, os pomos em clausura atrevida

Até que de uma giesta
Um gemido sentido escutou
Parou com a curiosidade aguçada
Avançou sem resistência e para lá olhou

Um lobo contorcido
Ao seu caralho agarrado
Roçando o dorso em pelo no capim
E uns grandes olhos vidrados de encarnado

Pobre doce criatura
Disse ela para se mostrar
Ao que o lobo levanta as orelhas
Juntamente com o membro rijo a salivar

Capuchinho Vermelho tocou-lhe
Acariciou-o nas coxas feitas em suor
Ele perguntou o porquê da sua boca grande

Ela respondeu que era para o abocanhar melhor

Então no mergulho dos lábios
O lobo nada mau foi quase devorado
Ecoando pelo bosque o seu último uivo
Após ter sido exaustivamente por ela sugado

E era mais uma vez
Nesta história já muito adulterada
Quando a casa da Avó o Capuchinho chegou
Apanhou esta Comendo o caçador logo á entrada!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Volúpia



 Quando preso
Nos seus lábios
Sou fera cativa
Rosnando delírios
À solta na sua saliva

Onde reclamo 
Sem receios
O beijo encerado
Aprisionando-me
Qual bicho condenado

Então ela desliza
Num vaivem louco
Da lucidez em rosa
É a língua que fala
Em surdina a sua prosa

E neste seu cativeiro
Vou de presa atrevida
Gemendo atiçada
À volúpia mais (i)nata
Na sua boca arremessada!

domingo, 16 de junho de 2013

Na Tónica



Lacónica
Ela assenta
E fica
Eufónica
Na acentuada
Sílaba
Mais tónica
Ela toca
A minha
Harmónica
Que dança
Na sua figura
Cónica
Reduzindo
Numa fusão
Irónica
A distancia
Nesta tesão
Tão crónica!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Trave


A Trave
Solta
Atravessada
Irrompe
E trava
A batalha

Através
Da ponta
Sem Travão
De mão
E no Travo
Da falha

E Travessa
Renega
O Entrave
No início
Da Travessia
Mais dura

A Trave
De carne
Travestida
 Transforma 
A Travessura
Em doçura!


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diálogos da Lascívia III


“Já sabes não sabes?
Já sabes o que te vou fazer
Minha grande cabra!”
“Vais-me foder com os dedos
Meu grande cabrão?
E dar-me uma foda macabra?”

“Então pede, foda-se!
Quero ouvir essa tua voz
A pedir como uma puta!”
“Quero! fura-me com os dedos
Rasga-me a cona toda
E fode-me doce e á bruta!”

“Humm, sente os meus dedos
No teu fundo molhado
E o polegar que te fode grelo ”
“Ahh, que dedos deliciosos
Que bem me fodes meu cão
Humm, como tu adoras come-lo”

“Caralho, que cona mais boa
Minha grande cadela
Uiva, grita até ficares rouca!
“Aiii, que vou-te dar leite de cabra
Nesses dedos filhos da puta
Que me deixam fodida e louca!”

“Isso, anda, dá-me todo ele
Minha puta de merda
 Esguincha para o teu cabrão!"
“Ahhh, caralho, toma todo
Todo até ao fim meu porco
Que me dás tanta, tanta tesão!”

“Humm, tão bom o teu mel
Dá-me mais, vá, que eu quero
O diluvio dessa tua racha ciosa!"
“Ahhh, delícia, coisa mais boa
Agora lambe-a e lambe-me o cú
E fode-o com essa verga poderosa!”

Ténue


Ténue
É o fio
E a linha
Que separa
Meu Horizonte
Dessa tua boca
De lua entreaberta
Gemendo orgasmos
Pulsando os teus luares
Por entre ardentes adágios!