Era uma vez
Uma história mal contada
Sobre um Capuchinho Vermelho
Que atravessou o bosque fora da estrada
Lá ia cantarolando
Com ar de marota contida
Na mão, uma cesta para a avozinha
No decote, os pomos em clausura atrevida
Até que de uma giesta
Um gemido sentido escutou
Parou com a curiosidade aguçada
Avançou sem resistência e para lá olhou
Um lobo contorcido
Ao seu caralho agarrado
Roçando o dorso em pelo no capim
E uns grandes olhos vidrados de encarnado
Pobre doce criatura
Disse ela para se mostrar
Ao que o lobo levanta as orelhas
Juntamente com o membro rijo a salivar
Capuchinho Vermelho tocou-lhe
Acariciou-o nas coxas feitas em suor
Ele perguntou o porquê da sua boca grande
Ela respondeu que era para o abocanhar melhor
Então no mergulho dos lábios
O lobo nada mau foi quase devorado
Ecoando pelo bosque o seu último uivo
Após ter sido exaustivamente por ela sugado
E era mais uma vez
Nesta história já muito adulterada
Quando a casa da Avó o Capuchinho chegou
Apanhou esta Comendo o caçador logo á entrada!

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