domingo, 30 de junho de 2013

Opium


Quando eu te lavro
E o teu solo fertilizo
Mancho todo o mundo
Em nódoas de aviso

Em toques de alvorada
Do clarim latente
Atiço a aurora boreal
Pela chuva quente

Ao que tu logo salivas
E mostras-me os cios
Na boca arreganhada
Pela lamina já em fios

E recortada entre as coxas
A papoila é fecundada
Libertando o ópio
No êxtase de cada facada
 
Vamos de criaturas perversas
A corpos de anjos inebriados
Que bradam aos céus
Num voo sem asas sustentados!

sábado, 29 de junho de 2013

Resposta


É a resposta
Sempre
Tão pronta
Na ponta
Da língua
Já dormente
É o gozo
Em teu Ouvido
Cada vez
Que entranhas
A palavra
Da Serpente!

Afecto


É afecto
A forma
Como em ti
Me projecto
Luzes, câmara
Acção
Em directo
Eu agarro
E aperto
Meu vil objecto
No suicídio
Das partes
Em que me ejecto
Num disparo
Certeiro
Sem ângulo recto
Gemo
Urro
Para o tecto
Respiro
Olho-te
E num beijo correcto
Provo
Que a via láctea

Em dejecto
Nos teus lábios
É fonte
Do meu afecto!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Pim Pam Pum


E faz
Pim
Pam
Pum
O (de)leite
Que te queima
Quando
Somos Um!

Conto por ponto


No encanto
Mágico
Eu conto
Era uma vez
Um Santo
De pau
Muito tonto

E reconto
Num trágico
Pranto
De mar(a)fado
Eu monto
O enredo
No teu recanto

Nesse manto
Mamálgico
Não desconto
E logo
Subo tanto
E acrescento-te
Mais um Ponto!

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Aluado


Esta noite
O meu quarto
Ficou minguante
Em noite
De mil pecados

Onde beijei
E toquei os luares
Dessa tua Lua
Tão cheia
De tons molhados

E perdi-me em ti
Nesta mente
Pecaminosa
Mas ter-te assim
Não me basta

Pois já é dia
E ainda encontro
O teu corpo
Neste sonho
Que me arrasta!

domingo, 23 de junho de 2013

Desconcertante


Desconcertante
É o modo
Como o teu Olhar
Antecede
À tua língua
Pedante
Desconcertado
É a forma
Como o meu corpo
Reage
A essa tua Visão
De pecado!

sábado, 22 de junho de 2013

Sinfonia


A teus pés
A batuta
Não é
Do Maestro
Colhida
Em plantas
E rendida
Ao sequestro

Na envolvência
Tu moves
O Ceptro
Com mestria
Conduzes
A orquestra
De um membro
Na tua estria

E levas
O ponteiro
Ao rubro
Na agonia
Roçando
Na partitura
O gozo
Em sinfonia!

Anjos&Demónios


Enterro
O machado
De guerra
No vale
Onde ela
Tanto berra

Por mais
Mais forte
Sem parar
Dou-lhe cabo
Da cauda
E do andar

E de gatas
A cadela geme
E implora
Que lhe rompa
O Anel
Dentro e fora

Pede mais
Uma estocada
E sabe a pouco
Agora sou eu
Quem lhe dá
O troco

Então bato
E rebato
Feito louco
Até o seu mel
Escorrer-me
Pelo escroto

Feito Demo
Rasgando asas
A um Anjo
Estropiando-o
Num acto
Sem arranjo

Até ao declínio
Onde (con)verto
A decadência
Nesse abismo
O inferno é o céu
Numa confidência!

sexta-feira, 21 de junho de 2013

The Beauty&The Beast


I love
To feel
The touch
Of your skin
The velvet
Of your lips
Over my Sting

The slides
Of your claws
Stripping
The Beast
It´s a Beauty
And a fucking
Amazing Thing!

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Básico


No regresso
Ao básico
Encontramos
O Essencial
Os nossos lados
Mais puros
Do emocional
Ao animal

De rugidos
Esfomeados
Pela carne
Versátil
À sede
Dos néctares
Na mescla
Tão volátil

O abandono
Do racional
Em troca
Da ração
Em doses
Excessivas
E com toda
A razão

E choras
Lágrimas
De crocodilo
Cioso
Dorida
És a fêmea
Vergada
Pelo gozo

Golpe
Após golpe
Em estocadas
De insanidade
Lucidamente
VociFeras
“Isso, fode-me
Sem piedade!”

Adulterada


Era uma vez
Uma história mal contada
Sobre um Capuchinho Vermelho
Que atravessou o bosque fora da estrada

Lá ia cantarolando
Com ar de marota contida
Na mão, uma cesta para a avozinha
No decote, os pomos em clausura atrevida

Até que de uma giesta
Um gemido sentido escutou
Parou com a curiosidade aguçada
Avançou sem resistência e para lá olhou

Um lobo contorcido
Ao seu caralho agarrado
Roçando o dorso em pelo no capim
E uns grandes olhos vidrados de encarnado

Pobre doce criatura
Disse ela para se mostrar
Ao que o lobo levanta as orelhas
Juntamente com o membro rijo a salivar

Capuchinho Vermelho tocou-lhe
Acariciou-o nas coxas feitas em suor
Ele perguntou o porquê da sua boca grande

Ela respondeu que era para o abocanhar melhor

Então no mergulho dos lábios
O lobo nada mau foi quase devorado
Ecoando pelo bosque o seu último uivo
Após ter sido exaustivamente por ela sugado

E era mais uma vez
Nesta história já muito adulterada
Quando a casa da Avó o Capuchinho chegou
Apanhou esta Comendo o caçador logo á entrada!

terça-feira, 18 de junho de 2013

Volúpia



 Quando preso
Nos seus lábios
Sou fera cativa
Rosnando delírios
À solta na sua saliva

Onde reclamo 
Sem receios
O beijo encerado
Aprisionando-me
Qual bicho condenado

Então ela desliza
Num vaivem louco
Da lucidez em rosa
É a língua que fala
Em surdina a sua prosa

E neste seu cativeiro
Vou de presa atrevida
Gemendo atiçada
À volúpia mais (i)nata
Na sua boca arremessada!

domingo, 16 de junho de 2013

Na Tónica



Lacónica
Ela assenta
E fica
Eufónica
Na acentuada
Sílaba
Mais tónica
Ela toca
A minha
Harmónica
Que dança
Na sua figura
Cónica
Reduzindo
Numa fusão
Irónica
A distancia
Nesta tesão
Tão crónica!

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A Trave


A Trave
Solta
Atravessada
Irrompe
E trava
A batalha

Através
Da ponta
Sem Travão
De mão
E no Travo
Da falha

E Travessa
Renega
O Entrave
No início
Da Travessia
Mais dura

A Trave
De carne
Travestida
 Transforma 
A Travessura
Em doçura!


quinta-feira, 13 de junho de 2013

Diálogos da Lascívia III


“Já sabes não sabes?
Já sabes o que te vou fazer
Minha grande cabra!”
“Vais-me foder com os dedos
Meu grande cabrão?
E dar-me uma foda macabra?”

“Então pede, foda-se!
Quero ouvir essa tua voz
A pedir como uma puta!”
“Quero! fura-me com os dedos
Rasga-me a cona toda
E fode-me doce e á bruta!”

“Humm, sente os meus dedos
No teu fundo molhado
E o polegar que te fode grelo ”
“Ahh, que dedos deliciosos
Que bem me fodes meu cão
Humm, como tu adoras come-lo”

“Caralho, que cona mais boa
Minha grande cadela
Uiva, grita até ficares rouca!
“Aiii, que vou-te dar leite de cabra
Nesses dedos filhos da puta
Que me deixam fodida e louca!”

“Isso, anda, dá-me todo ele
Minha puta de merda
 Esguincha para o teu cabrão!"
“Ahhh, caralho, toma todo
Todo até ao fim meu porco
Que me dás tanta, tanta tesão!”

“Humm, tão bom o teu mel
Dá-me mais, vá, que eu quero
O diluvio dessa tua racha ciosa!"
“Ahhh, delícia, coisa mais boa
Agora lambe-a e lambe-me o cú
E fode-o com essa verga poderosa!”

Ténue


Ténue
É o fio
E a linha
Que separa
Meu Horizonte
Dessa tua boca
De lua entreaberta
Gemendo orgasmos
Pulsando os teus luares
Por entre ardentes adágios!


domingo, 9 de junho de 2013

SobreMesa


Nego-te
A cama
E sua rotina
Já sem
Surpresa

Roubo-te
O colchão
Da banalidade
E levo-te
Para a mesa

Dobro-te
E abro-te

Pela ré
Das coxas
Bambas

Cobiço
Essas duas
Fendas
E cuspo
Em ambas


Atiro
Meto
E tiro
O pau
Na Gata

Retiro
O que não
Te disse
A curiosidade
Não mata


E mergulho
Lentamente
Ao fundo
Do teu rabo
Empinado

Ponho
E disponho
Ao sabor
Do teu corpo
Agitado


E gemes
Tão cheia
Do Sustento
Que rebenta
A Represa

Reviras-te
E nos olhos
Pedes-me:
“Dá-me á boca
A Sobremesa!”

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Conflito


Sobrevoas-me
E sabes que logo
Fico aflito
Quando tu desces
E mergulhas
Neste conflito
Em que sou a arma
Onde poisas
A tua boca alada
Pomba da paz
Que fecha as asas
E me abraça a espada!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Delicatessen


Flutua
Como pluma
Macia
Em voos
Ousados
Fazendo razias
Na carne
Mais dura
Ela prova
E escala
O cume
Das suas fantasias

E na iguaria
Manjar de Dante
Ela se senta

E come
Pelas coxas
Que descem

Ela engole
Cavalga
E rebola
Dança em festa
Ao sabor
Da minha Delicatessen!

terça-feira, 4 de junho de 2013

OsTentação


Alado
O teu corpo
E redobrada
A Ostentação
Eu viro
Uma Estátua
Orgulhosa
Sem contrição

Sou mármore
Que sua
Pelos poros
Empedernidos
No calar
Das tuas bocas
Que ressoam
Os teus sentidos

E somos seres
Paridos
À semelhança
De um Deus menor
Mas forjados
Pelas mãos
Doutro Deus
De uma alma maior!

domingo, 2 de junho de 2013

Toxicidade


Percorro
As avenidas
E as ruas
Do teu corpo
Contorcido

Dobro
Cada esquina
Cada canto
E recanto
Escondido

Mergulho
Pela Heroína
Na escuridão
Dos teus becos
Sem saída

Procuro
Incessante
Essa droga
Que me dá
Uma recaída

E na lucidez
Cada vez
Mais ilícita
Por efeito
Da tua Toxina

Eu reverto
A dependência
E descobres
No meu êxtase
A tua Cocaína!