sexta-feira, 31 de maio de 2013

Encorpado


Encorpado
É o vinho
Espesso
Como lava
Correndo
(I)nata
Ardendo
Como ácido
Cremoso
Barrando
A Flor em jogo
É néctar
De travo
Doce
Em cascatas
Na vertigem
Clarificada
Nos dedos
Consagrados
Por acetinadas
Quedas
De mel em fogo!

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Teimosia


Teimosa
Lutas
E rendes-te
Na (des)forra
Patente
Do domínio
Ao óbvio
Assalto
Do teu corpo
E mente

E grito
Glória, Glória
Aleluia
No encaixe
Perfeito
E tu sentes
O Senhor
A revirar-te
O íntimo
Com preceito!

Absolvição


Na sua porta
Vou ao choque
Tal como o carteiro
Não basta um toque

Toco e retoco
Para que ela se abra
Primo e comprimo
E até um abracadabra

Lanço o  desafio
E dou-me a contenda
Roço, esfrego e enfio
Os dedos na fenda

E a porta range
Solta um gemido
Um pouco de óleo
E o selo é rompido

Agora extasiada
Aceita o compromisso
O de deixar viver
O seu lado mais omisso

E abre-me o seu íntimo
Em jeito de confissão
Que o fim deste pecado
É o início da sua absolvição!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Celestial


Num aperto
Aconchegas
O Dito
Cujo corpo
Assumes
E o fazes
Lentamente
Desaparecer
E aparecer
Entre os cumes

E ergues
Uma ponte
Sem discórdia

Tal cordão
Umbilical
Na ligação
Escorregadia
Entre mim
E a tua boca
Celestial!

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Diálogos da lascívia II


“Gostas pouco gostas
Isso, geme para mim
Sente o pau nela
Isso, vá, toma todo
Empina esse rabo
Minha grande cadela!”

“Ahh meu cabrão

Tesudo de merda
Que bem me fodes
Não pares e dá-lhe
Dá-lhe bem fundo
Que eu sei que podes!”

“Humm, foda-se
Que te fodo toda
E nessa cona rebento
Mas não, ainda não
Porque vou comer
Esse cuzinho sedento!”

“Caralho, uii como gosto
Vá, enterra-o
Mete-mo todo babado
Ahh, aiii, que doi
Mas é tão bom
Sentir teu pau no rabo!”

“Ahh, que tesão
Rasgo-te de cima a baixo
Minha cabra vadia
Quem é a minha puta
Mais doce e suja
Onde o meu pau enfia?”

“Ahh, puta que pariu
Sou eu a tua puta
A tua amante ciosa
Agora tira-mo do cú
E dá-me esse leite
Na minha cona gulosa,!”

O fio da navalha


Da forma
Ao conteúdo
Vai um espasmo
E uma linha
Ténue
E translúcida
Num traço
Que te adivinha

É o carácter
Que te é dado
Na importância
Da tua falha
Pela carne rija
E tão afiada
Que (pro)cede
O fio da navalha!

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Amor de Perdição


Meu amor é fogo
Que arde para se ver
É ferida que não dói
E que tanto se sente
É o teu contentamento
No meu ar insolente
É ardor que desatina
Sem me doer

É um não querer mais
De muito querer
É um jorro solitário
Entre os dentes
É nunca me contentar

Aos teus olhos contentes
É um cuidar que ganho
Em ti me perder!

quinta-feira, 23 de maio de 2013

AnalOgia


Fora das rimas
A língua vadia
Investe em prosa
E logo se enfia

Nas tuas ancas
Em ponta que corta
Roçando na casa
Sem botão na porta

Pois no teu (de)lírio
O fel encarna o mel
Nas linhas translúcidos
Da saliva em tua pele

E fino o primeiro acto
Em sabores consumido
E em segundo de facto
Sou Moliére revivido

Que de bastão na mão
Dou-te três pancadas a cru
Mas com toda a graciosidade
Enterro-to todo no cu

E vergada e preenchida
No meu amor mais (b)anal
Faço com que te sintas Mulher
E Puta, na sua forma original!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Fundamentado


Afundo
A cabeça
E o tronco
Fundamentado
Com fé
Na cova
Mais funda
Aberta
Ao choro
Infundado

Refundo
Entro
E bato
No fundo
Saio
Retorno
Fundamento
Que és
O meu mar
Profundo

Aprofundo
Mergulho
E reajo
Á fundista
Trespassando
A meta
Fundamental
Da apneia
A um jorro
Fundamentalista!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Controverso


Perverso
Na versão
Mais versátil
E adversa
Do universo
É o reverso
Sem inverso
É a conversão
Controversa
Dos versículos
Em versos
Transversos
 E tão diversos
Que aqui converso!

A teia


Tece,
E dança
Na língua
Furtiva
Uma teia
Acetinada
Em fios
De saliva

Vá,
Agarra
A presa
Endiabrada
Sê firme
Em tua
Garra
Fechada

Isso,
Olha
E contempla
A criatura
Sente-a
A pulsar
No ar altiva
E dura

Agora,
Sufoca-me
Esfola-me
Dá-te ao trabalho
E cospe
A tua seda
No meu malho!

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Frenesim


Que a minha língua
Roçasse desejo
Ao ponto
Em que te inflamas
No risco
De mostrares no rosto
O prazer
Que te lavra em chamas
E no frenesim
  Como uma dor fincada
A boca
Tu tanto arreganhavas
  Ao bicho
Num rasgo rendido
Ao mel
Que de ti derramavas!

domingo, 19 de maio de 2013

Balada


Bato forte, fortemente
Enquanto tu gritas por mim
Serei a chuva?
Ou serei apenas gente?
Chuva serei certamente
E não há gente
Que te bata tão bem assim!

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Em zinco quente


A gata Mia
Escaldada
Em varão
De zinco quente
Ela não sabe
Porque fica
Ou mesmo
O que sente

Em dúvidas
Atiçadas
No meu modo
Insolente
No olhar
Que a cobiça
E no Beijo
Tão ardente

E ela mia
Mais uma vez
Ela se roça
E se encosta
(Com)provando
Que sou a pele
Que ela rasga
Mas tanto gosta!

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Em Nome da Rosa


A flor
Do desnorte
Ri de mim
Pela sua sorte
Implora
Que nela entre
Suplica
Que nela rebente
E goza
Cheia de graça
No caule
Que a trespassa
Solta gritos
Pelo orvalho
Ela sabe
Eu não falho
É o jorro
Da concordância
O (de)leite
Em abundância
E nas pétalas
Tatuo sem prosa
Um verso
Em nome da rosa!

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Diálogos da lascívia




“Dá-me na boca”
Repete ela
Gemendo rouca
Pelo caralho
Que a deixa louca

“Toma minha cabra”
Respondo eu
Batendo-lhe na cara
Com a verga rija
Que pinga e não pára

“Abre essa boca
E começa a mamar”
“Chupa-me o pau,
Lambe-me a cabecinha
Ou levas tau-tau”

“Humm, tão bom
Quero esse caralho todo”
“Fode-me a boca seu imundo
Meu grande cabrão
Dá-me mais, dá-me fundo ”

E ela suga
Tudo o que lhe dou
Acariciando-me os colhões
Na palma da sua mão
Cheios como balões

“Jorra o teu mel
Lambuza os meu lábios”
“Quero essa calda ardente
Esfrega-o na minha língua”
Até que nela ele rebente”

“Cala-te, que vou-te dar
Não pares agora
Tou quase a jorrar”
“Olha bem para meu caralho
Foda-se que vou-te esporrar”

“Isso, dá-me todo
Na boca, no rosto”
“Enche-me a boca de leite
Que transborde os meus lábios
E no meu queixo em deleite”

“Toma minha puta
Minha cadela vadia”
“Humm, gosto do que vejo
Agora chega mas é aqui
E dá-me o meu sabor num beijo”

A Esfinge


Curiosa
A esfinge
Nunca
Se cinge
Ás regras
E te atinge
Na falange
Que não finge
Ela se roça
E infringe
Ela fura
E impinge
O gozo
Que te tinge
E que nunca
Te constringe!

terça-feira, 14 de maio de 2013

Inversão


A ferro
Mudamos
O destino
Já traçado
Alteramos
As regras
De um jogo
Tão viciado
E a fogo
Dispo-me
De herói
E tu de ladra
Revestidos
És a pastora
E eu sou
A tua cabra !

Execução


Ergo-me
Perante a mão
Que acena
Grita
Por justiça
E se cerra
Da forma
Mais justa
E sedutora
Sou réu
Denunciado
Suplicando
Em regozijo
  À mercê
Da palma
Juíza
Testemunha
E executora!

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Quimera


És mel
Correndo
Nesta pele
És maresias
Em rastos
De magias
És a sede
De te querer
A vontade
De te comer
És a tesão
Misturada
Com emoção
A quimera
Do meu lado
Mais fera
És o gemer
Do meu peito
A arder
A verdade
Que roça
A obscenidade
És o efeito
Borboleta
Mais perfeito 
E em resultado
Tu és fruto
Do meu pecado!

Blow



Everytime
You blow
My mind
Something
Hits my body
Like a sting

So I dare 

And I play
Rape myself
Like a toy

All over you I cry
Burning in joy

And then
I laught
When tears
Becomes a river

Showing you
You´re my fever!


É a heresia
Na libido
Mais ciosa
A invasão
Da loucura
Pura e maliciosa

Que devora-te
O íntimo
Naquela fúria
E pedes-me
Mais e mais
O fruto da luxúria

E montada
Em pelo
Com vigor
És a Deusa
Em lágrimas
Pelo meu andor

E conVertido
Em rezas
Pela ré
Sou o monge
Que te fode
Com toda a fé!

Afoito


 Corro
Nos dedos
O gosto
Da tua existência
O desejo
Num afago
Em consistência

Rubores
Na ponta
Dos dias e noites
Já pensados
Suores e salivas
Sabores
Entranhados

Cheiros
Texturas
Odores
Misturados
São os teus
Meus loucos dedos
Molhados

Vaivém
Intercalado
Entre o rápido
E o lento
Grito
O teu nome
Num gozo
Violento

E chega
O lapso
A vertigem
No sobressalto
O chão visto
Pelo tronco
Mais alto

O espasmo

E o alívio
Num voo
Pássaro afoito
De penas brancas
Perdido

Em teu coito!

domingo, 12 de maio de 2013

Agridoce


A ostra
Em água doce
Abre-se
A sorrir
Revela
Entre lábios
A tenra
Pérola de Ofir
Pêndulo
Carnudo
Que vibra
De ansiedade
Hipnotiza
Atrai
E engole
O peixe de Jade!

EnVergaDura


Tu vergas-te 
Enquanto me envergas
Nas carícias
Com que me vestes
Entre o promíscuo 
E o símbolo
Da minha virilidade
Sou um macho
Que em ti
Se reflecte
Grita
Geme
Uiva
Expõe a grossura
Que te encanta
No êxtase
Da ponta
Aos sulcos
Derramado
Um ácido
Que te queima
Num desgaste
Dessa tua língua
Insuportavelmente delicioso!


sexta-feira, 10 de maio de 2013

The Spell


In a sight
Our eyes collide
And they show
Nothing to hide

And suddendly
Your body moves
Undressing mine
That grooves

In a second
My tongue slips
I want your taste
Crawling in my lips

And be a Queen
On the throne
Crown me a King
Under your dome

Have your sit
Take your place
Spell your sea
All over my face!

quarta-feira, 8 de maio de 2013

MoléColar


Na física
A matéria
É a química
Da molécula
Ao átomo
Na minha pele
Que pede
Reclama
Grita pela  tua
Misturadas
Numa só
E rara
Partícula nua!

domingo, 5 de maio de 2013

Intermitente


E vamos
Da escuridão
Ao piscar
Intermitente
De gemidos
Em que abro
Aos teus Olhos
Um mundo
De mil cores
Numa tela
Pintada
Com a arte
Que silencia
As tuas dores!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Metamorfose


E levo-te
De menina
A moça
Num instante
De mulher
A fêmea
Demoro
O bastante

Estabeleço
O pacto
E o compasso
Da indecência
Marco
Na tua pele
O passo
Da (de)cadência

Para então
Coroar-te
De Rainha
Na pose
Eu, teu Rei
E Ceptro
Dessa tua
Metamorfose!