quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Pão que o Diabo amassou


Tenho que te prender
Para que te soltes
E tirar-te um sentido
Para que te encontres

E nos outros quatro
Vou-te mostrar a razão
Porque que te digo
Que és minha cega tesão

Cativada na espera
Dar-te-ei com preceito
O que sempre foi teu
Por legitimo direito

E rasgo os trapos
Do teu corpo pasmado
Limpo a Saliva
Do teu sexo esfaimado

Com a boca vil
Sugando o momento
Dos lábios á língua
Nesse cravo suculento

E os dedos avançam
Como se comprometem
A ir ao fundo da questão
Abracadabra e desaparecem

Então a tua boca desatina
E pede que eu te foda
Mas não, ainda não
Quero que te babes toda

Prendo o  teu grelo
Entre os dentes frios
Chupo-o e lambo-o
Dando-lhe mil calafrios

A hora H está á vista
Presa por um fio
E agora sim fodo-te
No final deste desafio

Desvendo-te os olhos
Para veres quem eu sou
Sou o Pão de Deus
Que o Diabo amassou!

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