quinta-feira, 4 de julho de 2013

Delinquência



Manobras-me
Em chaves de mão
Roças a língua
No meu pau de cabrão

E logo lambes
A lágrima solitária
Translúcida
Feita puta ordinária

Pois entre as tuas
Artes e artimanhas
Dissecas-me
A alma e as entranhas

Para que assim
O veneno que habita
O meu corpo
Seja a minha cripta

Que no leite expelido
Por soluços emergentes
Eu morra de gozo
Nas tuas mãos delinquentes!


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