terça-feira, 18 de junho de 2013

Volúpia



 Quando preso
Nos seus lábios
Sou fera cativa
Rosnando delírios
À solta na sua saliva

Onde reclamo 
Sem receios
O beijo encerado
Aprisionando-me
Qual bicho condenado

Então ela desliza
Num vaivem louco
Da lucidez em rosa
É a língua que fala
Em surdina a sua prosa

E neste seu cativeiro
Vou de presa atrevida
Gemendo atiçada
À volúpia mais (i)nata
Na sua boca arremessada!

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