sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Nos antípodas da loucura


Chamam-nos
De Loucos
Mas loucos
São os outros

Os outros
Que não sentem
Os outros
Que se mentem

Se o que temos
È loucura
Seja da dura
Ou com ternura

Seja doentia
Ou com paixão
Amor Louco
Ou puta de tesão

Então Loucos
Nós somos
E a ferros
Nós nos pomos!

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

From the Core to the Shore


It happens
All the time
When I got you
In my fingers
Like a prayer
Begging for the flood
Coming from
Deep inside your core

And I can
Touch and feel
The beginning
And the end
Of your world
On every breaking wave
Beating my face
Like if I was your shore!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Desmedidamente


Foste feita
Na medida exacta
E mesmo assim
Eu não olho a meios
Para tirar de novo
Todas as tuas medidas

E na medida
Mais que possível
Marco-te como giz
Traços atrás de traços
Carregados a fundo
De intenções desmedidas!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Propósitos


Foste tu
Que caíste
Do céu
E aterraste
Em mim
Para me Guiar
Ou fui eu
Que irrompi
Dos confins
Do inferno
Com o fim
De te Amparar?

Quentes & Boas


Quentes
E boas
São sempre
As tuas mamas
E não
As castanhas
Valente
E bom
É meu pau
Sempre disposto
A todas
As tuas manhas!

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Á palmatória


Dou-te o chão
E o caralho
Na boca
Em afronta
E dou-te a mão
À palmatória
E tu nunca 

Fazes de conta
Que não gostas
E eu adoro
Como Encaras
A Puta da estória!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

In the killer`s (g)love


There will come the night
Where you will feel the taste of leather
Crossing from my glove to your lips

There will come the time
That you will feel the cold blade
Slashing the Lingerie from your hips

There will come the moment
Where I will whisper in your ear
How hard I want to fuck you Babe

There will not come a sound
Of your silenced lamb mouth
But from your eyes tears of joy maybe

There will not come the police
Or anybody else to save you
And I will rape you My Treasure

I will bend and tie your body
And fuck you to death
Cause I Love killing you of pleasure!

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Astrais


Quando lambo
E contemplo as tuas costas
De imediato me perco
Entre as tuas sardas e sinais

E de língua em riste
Uno todos esses teus pontos
E meto a nu O mapa
Da soma dos nossos Astrais!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Naturezas



Cada vez
Que abres
As tuas coxas
E arreganhas
Os Lábios
A tua outra Língua
Logo sobressai

É como
Se ela tivesse
Vida própria
Uma força
Doutra natureza
Que me fita
E cuja Saliva me atrai!

Presunção


Sou presumível culpado
Quando digo
Que a Lua é redonda
E tem a tua face
Porque eu assim o quis

E cheio de presunção
Eu  confesso
Que o mundo gira
Á nossa volta
Porque o Amor assim o diz!

sábado, 6 de dezembro de 2014

Babilónia meu Amor


Do mito
Á pura realidade
Não deixo
De ficar sempre
Maravilhado
Com essa boca
Que me dá insónia

E não deixo

Que adormeças
Sem te regar
Os lábios e a língua
Esses jardins
Suspensos
Da minha Babilónia!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Rocket Man


You know
That I can reach you
No matter
How far your are
Or out of hand
Even if it´s God´s plan

You know
That I can touch you
No matter
How far I`am
I`m the Devil´s hand
And I´m your Rocket Man!

Zás trás pás


E das carnes
Ecoa
Zás trás pás
Ainda é cedo
Para haver
Sinais de paz

Corpo a corpo
È assim
A nossa luta
Ou é pancada
Fodermos
Assim á bruta

Sem respeito
Por regras
Ou convenções
Rasgamos
Os tratados
Sem hesitações

Que se um
Diz mata
O outro diz esfola
Se um se estica
O outro
Logo se enrola

E a Paz vem
Mas logo se vai
Quando beijas a terra
E no teu corpo
Eu enterro
O machado de guerra!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Lovely


O teu corpo
É o Meu vício
Meu pó
Minha morfina
Quando tudo me dói
Minhas feridas extermina

Teu corpo
É o meu pecado
Minha tara
Mais deliciosa
Minha reza de amor
De pureza maliciosa
 
E de corpos unidos
Somos o culto
Da heresia perfeita
Contorcidos
Feitos velas no altar
Onde (m)ora a nossa seita!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Lu(g)ares


Mas porque lugar
Haveria eu
De me contentar
Em levar-te só até á Lua
Se por outro turno
Eu consigo levar-te

Bem mais longe
 Até ás Luas de Saturno!

DermatoLógica


É,
Muito embora
Eu já saiba
Que a minha pele
Está viva
E nunca mente
Ela precisa da tua
Para falar
E viver o que sente!

Refém


Não,
Não é um aviso
É mesmo uma ameaça
Vou fazer de ti
A minha única refém
E vou ser a tua desgraça

Vou-te usar
Como escudo
Para a minha perversão
Vou abusar
Desse teu corpo
Numa inata humilhação

Vou-te dar
A minha paixão
Da forma mais violenta
Vou-te deixar
A carne marcada
E a pele toda sebenta

Vou querer
Ouvir-te a pedir
“Por favor, Meu Senhor!”
E vou-te calar
Essa boca mendiga
Com todo o meu vigor

Vou-te encher
As goelas
Do meu leite quente
Vou-te mijar
As mamas
E o ventre tremente

Vou-te foder
De cima a baixo
E do rápido ao lento
Vou-te dar
Umas chapadas
E cuspir-te em alento
 
E se no auge
Deste cenário
A tua cona ainda escorre
Eu espeto-lhe
A língua e os dedos
Para ver se ela morre

Sangro-a
Até á exaustão
E até que o grelo doa
É o teu fado
O meu amor ser assim
Tão vil e que nunca te perdoa!