terça-feira, 29 de novembro de 2016

Em todo o caso


Acossado
Até ao céu da tua boca
Onde solto o néctar
Num espasmo
Do meu corpo extasiado
Escorrendo
Numa cascata de lava
A seda do Bicho
Jaz na tua garganta
Onde o caso é logo encerrado!









quinta-feira, 10 de novembro de 2016

O caminho das estrelas


Sigo os sinais
Tão evidenciados
Nas tuas costas
Como constelações
Largadas ao abandono
Ponto por ponto
Até gritares louca
Que as tuas estrelas
Mais decadentes
São fruto do Senhor teu dono!




sábado, 5 de novembro de 2016

À primeira foi de vez


A tua primeira vez
Aconteceu
Numa noite
Em que um certo Diabo te fez

E desfeita foi a garota
Na metamorfose
Surgiu uma Mulher
Vinda da alma pela pele rota

Rasgada sem atalhos
Gemendo alto
E de viva carne
Gritando muda em seus orvalhos

Cortando limites e cordões
Arrepiando caminho
Pela realidade
Vivida em dissecadas sensações

Pois essa tua primeira vez
Foi a primeira 
De muitas outras vezes
Onde comigo, louca, atingiste a lucidez!






sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O preço certo



É o preço a pagares
Por carregar o peso do teu mundo
Nos meus ombros
Que se as tuas coxas se entrelaçarem
No meu pescoço
Eu vou reduzir o teu sexo a Escombros!




quinta-feira, 28 de abril de 2016

Laivos


Adoro
Que me doam
Os maxilares
De tanto chupar
Essa tua bela cona
Esse pedaço
De céu e inferno
Tem o sabor
A laivos d'alma
Da puta em sua dona!


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Atirei o pau à...


Atiço-te
Esfrego a ponta
Entumescida 
Entre os lábios 
Da tua cona
Tão enternecida

Então atiro
E bato
O meu pau
Ajo vil no grelo
Dou-me bom
E dou-me mau

E na espera
A tortura do gozo
Come-te toda
Vá, geme e pede
Suplica alto
Para que eu te foda!




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Ao Fim ao Cabo


Contam-se
Pelos dedos
Da minha mão 
As marcas rubras
Nesse teu soberbo rabo

E os sulcos
Dos meus dentes
Fundo entranhados
Contam toda a estória
Do cu Levado no Fim ao Cabo!




quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Em Molde


Anda cá!
Onde é que tu
Pensas que vais?
Se soubesses
O quanto eu gosto
De ver-te de joelhos no chão!
Mas a verdade
É que não sabes tu
Outra coisa!
E galgas conceitos
Só para moldares
O teu pescoço à minha mão!



quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

CoOrdenação


Ordeno-te
Que me ordenes
A ordenar-te
Que se foda a ordem
Na tua cona desordenada
E de ordenança
A caos ordenado
Onde ordena
Toda uma desordem
 Numa volúpia coordenada!


domingo, 3 de janeiro de 2016

Nexus


Rasgar-te o peito
E sair-te de Dentro
Só para beijar e chupar
As tuas mamas
Sem pudor ou mesmo nexo
Nexo como sentir-te
A entrares em mim
Nesses teus mamilos
Molhados e hirtos
A foder a racha do meu sexo!


quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Significar


Seria bem mais fàcil 
Se me resumisse
À minha Insignificancia 

Algo que me è dificil
Porque sou filho
De Breu e da Fulgurancia

Sou feito de versos
E o inverso sou
De um poema em prosa

Sou o Significado
Ou o Antonimo
Do espinho de uma rosa!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ardência


Insinuante
Que te atreves
A queimar-me
Com um singelo
Mas fulminante olhar

Cá se fazem
Mas cá se pagam
E aos meus pés 
Sentes nessa pele
O inferno em meu altar!





terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Da mentalidade


Lucidamente
Aqui mora
Uma mente
Insana
Em corpo São  
Um São 
Não de Santo
Pois aceito
Os meus pecados
E não busco perdão!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Catarse


Vens(te)
Sem venda
Ou mordaça 
Na dor
Sem escuridao
Em rasgos
De luz
Que atenuam
A violencia
Em meu coracao!




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Fora d'horas


Há horas
Em que me sinto
Forte
Fraco
Belo
Sujo e feio

São horas
Onde não me sinto
Tudo
Nada
Princípio 
Fim ou meio!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Devorador de Pecados


Nao te interrogues
Sobre a Natureza
Dos meus actos
E nao me vejas
Como um Anjo da Guarda
Sobre o teu ombro
Numa vida Controlada

Ve-me como o teu
Devorador de Pecados
Bebendo-os de ti
Para assim manter
A tua alma sempre Limpa
Diferente da minha
Ja ha muito conspurcada!




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Folha rasgada


Faco-te a folha
E rasgo-te a roupa
Procuro o rasgo
E entre tuas coxas
Eu vinco-me na tua pele
Beijo-te o peito
E mordo-te o sexo
Monto-te a fundo
E bato os cascos
No fulgor de um corcel!


sábado, 24 de outubro de 2015

Spanking when wet


From spitting 
To licking 
I love sucking 
And spanking
Your sweet Cunt
Until I listen
All your Lips 
Begging me
"Fuck me now
Do what you want"!


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Efeitos


Vestes-te para mim
E logo vais 
De Dama a Puta
Num segundo
É o efeito borboleta
Que te rasga
No meu corpo
De Senhor e Vagabundo!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Couro no couro


À primeira
Tu gritaste
E estranhaste
No seguimento
Gemeste
E entranhaste
O agridoce
Do toque
Dos fios de couro
O êxtase 
E uma coroa
De folhas de louro!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Justiça muda


É justo
Que caiba
À justa
E calou-se
Justamente
A tua boca à piça
E no vaivém 
É injusto
O teu silêncio 
Dos ajustes
Ao (es)guincho
Que te faz toda a justiça!



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A conta que Deus fez


Das duas uma,
Ou de uma duas
Ou das duas três! 
Mas porquê duas
Se damos três 
De uma só vez?!


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

The Shot


And she said,
"Come out, come out
Wherever you are
Come in and Cum out
Over my mouth
Shoot me from afar!"



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pela Calada da Alma


Calo-lhe a boca
Na mordaça Fálica
Por minha única 
Derradeira imposição
A de Contar
Pelos meus dedos
O que lhe (es)vai
Na alma em Ebulição!



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

EquinÓcio


Curvilínea 
No contexto 
Equino
De ancas aladas
E boca afogada
Na almofada do ócio 
E do trote
Ao galope
Inusitado
Dà-se o fenômeno 
Rebentam os sexos
Na noção do Equinócio!



sábado, 5 de setembro de 2015

O (in)compreensivel


O que me une a ti
É algo invisível 
Etéreo 
Um Incompreensivel 
E raro
Modo de amar

Mas tão certo
Que quando
Os dias
Te sugam a vida
Não resisto
Em dar-te a jugular!


terça-feira, 1 de setembro de 2015

ResCaldo



Ela dá o peito
E dou Vazão
Ao antigo ditado
Não quero
Chorar mais
Pelo leite derramado
E alucinada 
Abre a boca
De sede em convulsão 
E na sua saliva
O meu Rescaldo
Numa nova Explosão!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Depravações


Ele era tão
Mas tão depravado
Ao ponto
De levianamente
 Deixar que ela
Fodesse o seu coração 
Só pelo Prazer
De a poder ver feliz!



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ao fim do fundo


Devagar
Se vai ao longe
Mas sem parar
Assim se vai
Até ao fim do mundo
E enterro
Apenas a cabeça
Mas o meu tronco
Logo a segue
E no teu cu eu me afundo!


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Essência


Arregala as mãos 
E os dedos Espantados
Afia as unhas
E atira-se ao trabalho
É Ave do Paraíso 
De asas em voo picado
Um claro desafio
À Essência do Espantalho!


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Cor do Lótus


Na realidade
Só tens de estar
Orgulhosa de ti
Tal como o Lótus 
Que se Ergue do Lodo

E frondosa
Sente a tua Vida
E essa tua alma
Não em Retalhos
Mas sim, num Todo!



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Desenlaces


A minha boca é Filha da Puta
E de Neptuno
Agitando as tuas marés 
Dança pelo teu último Desenlace

E as tuas pernas dão-me o Nó 
E eu Desfaço-te
Laços atrás de Laços
Até não sentir mais a minha face!



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Do âmago


Chamo de Limbo
Àquele espaço
Sempre tão repetido

Entre um "Obrigado"
E um "Desculpa"
Sem nunca os ter pedido

Ser terra de ninguém 
Circo na alma
Por beijos sem cariz

Um Rasgo no âmago 
E Senhoras e Senhores
Eis o epílogo duma Cicatriz!



terça-feira, 28 de julho de 2015

O Espanta-espíritos


É um estado 
De graça
Ou de desgraça
É um dom
Ou uma maldição 
Eu saber
A tua resposta
Mesmo antes
De te fazer
Qualquer questão!


terça-feira, 21 de julho de 2015

Espelhos seus, espelhos seus...


Era uma noite de tempestade, chovia muito e trovejava
como se os Deuses estivessem enfurecidos. 
Elisa deitou-se ao sabor da chuva a bater no vidro da 
sua janela e dos relâmpagos que iluminavam o quarto 
em rasgos que cortavam a escuridão do mesmo. Fechou
os olhos e começou a acariciar-se, cada vez mais intensa
na ponta dos dedos, acabou por se destapar toda devido
ao calor que lhe tomava o corpo mas que não a parava,
sentia o êxtase a aproximar-se a cada vez que os seus
dedos agitavam o clítoris em movimentos circulantes
que o atiçavam ainda mais, húmido, cada vez mais 
realçado, a antever a maré translúcida que aí vinha.
Cada vez mais frequentes, os relâmpagos incidiam
nos espelhos do quarto, e Elisa a cada flash abria os
olhos e via reflectido nos espelhos, imagens de rostos 
disformes e assustadores, contorcendo-se em esgares. 
Ainda tentou continuar o que estava a fazer mas não
conseguiu, a tesão tinha-se ido, aquelas imagens nos
espelhos reflectidas mataram o desejo e foi só a muito 
custo que ela conseguiu adormecer, mas decidiu que
tinha mesmo que se livrar dos malditos espelhos.
Na manhã seguinte, mal acordou, tirou logo todos os
espelhos do quarto e colocou-os junto ao contentor de 
lixo junto de sua casa. Nessa mesma noite, choveu a 
potes de novo, Elisa deitou-se e desta vez, tocou-se
como uma perdida por três vezes, nunca tinha alguma
vez sentido tanta vontade e excitação e depois dormiu 
profundamente por entre a  forte carga de água e de 
relâmpagos que se abateu durante a madrugada.
Tocou o despertador, eram 07h00, Elisa acordou bem 
e recomposta da noite anterior passada quase em 
branco. Levantou-se e dirigiu-se á janela para ver 
como estaria o dia, foi então que viu algo escrito no 
vidro embaciado da janela, que ficava mesmo virada
para o passeio dos contentores de lixo, uma mensagem
escrita pelo lado de fora, que dizia:

- “Elisa, repõe os espelhos por favor, é que nós adoramos 
ver-te a acariciares-te !“.

Areias intemporais


Tudo começou
Há muitos séculos atrás 
E perdurou
Nas areias dum tempo
Nunca perdido
Era eu um Faraó 
E tu uma Princesa do Nilo
Num passado
Que faz sentido ser
Tão Presentemente Vivido!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Erro de Darwin


Por várias vezes
Não sei
Que Espécie de Homem
Eu sou
E assumo o dilema
Contudo eu sei
Pois seja 
De que Espécie for
Sou Um Aparte
Neste Ecossistema!


terça-feira, 30 de junho de 2015

Lamas passadas


Se tens Asas
E elas foram feitas
Para voares
Ora para a frente
Ou para os lados!
Porque Gastas
Teu Tempo e Espaço
Perdendo o Pé 
Nas lamas 
Dos Dias Passados?



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Na medida da sede


Balanças
A tua cona
No trapézio 
Onde a minha boca
É a tua rede
E na vertigem
Ela caí e chora 
Mas tu sorris
Mulher que apazigua
A minha sede!



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Desapego


Faz
Um corte
Com a realidade
Que até hoje
Tu julgas que mereces
Vai
E abraça
Uma outra nova
Sem medos
Porque os desconheces!


segunda-feira, 8 de junho de 2015

DiAmantes


Era uma vez
Uma Lágrima 
Que caiu do céu 
Na palma
Da minha mão 

Guardei-a
Lambi-lhe o sal
E descobri
Um Diamante
Dentro do seu coração!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Na SupreMacia


Se entre nós 
Multiplicarmos 
E dividirmos
Ambos os Termos
De uma paixão
Por um só número   
Iremos obter
Uma Paixão 
Não equivalente
Mas superior à dada!



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Bem-vinda


Ainda bem que vieste
Pois tão bem me soubeste
Quando na minha boca vieste-te
E pelas palavras que me disseste!


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Válida

.
É claro que vale
Sempre a pena
Quando a alma
Não é pequena
E até uma alma
Que dela tem pena
Um dia nunca mais
Se sentirá pequena!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

No Eixo


És corrente
De ar
No meu peito
E de Água 
Desaguando 
No meu queixo
És o desatino
Que abala
O meu chão 
Mas mete
O meu mundo
No devido Eixo!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Da Pimenta para o Sal


Sendo eu Pimenta
Que arde nos teus lábios 
E queima a tua língua 
Levando-te à Ribalta
Então tu és Sal
Pois temperas-me a vida
E deixas-me sempre
Com a Te(n)são Alta!



domingo, 24 de maio de 2015

Apalavrada


"Tu enlouqueces-me!"
Estas ainda não são 
As tuas últimas palavras
A cada orgasmo
No fundo da minha garganta
Ou no meu caralho
Encharcando a minha glande

Porque as últimas 
São quando me dizes
De cona toda aberta
E ainda a escorrer
"Dá-me mais, dá-me outro
Dá-me como sabes
Isso foda-se, dá-me um grande!"



sexta-feira, 22 de maio de 2015

ConSorte


De um golpe de sorte
A um golpe certeiro
A minha boca assaltou a tua
E abriu-te os lábios primeiro

Mas a minha língua 
Logo se intrometeu
E por entre os teus dentes
A tua língua ela conheceu

E trocaram roçares 
Exposeram perícias 
Dos fios de saliva teceram
Um raro manto de carícias!


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Almas espelhadas


Pois se é certo
Que os olhos
São o reflexo
Das nossas almas
Daí os olhares
Do teu espelho
Que desalmadamente 
Até bate palmas!


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Formosa


Mudam-se os tempos
E mudam
As tuas vontades
Da Forma
Mais grossa e dura
Da cona à tua boca
E no teu cu
A minha grossura 
Posta em ti
Toda ela é formosura!