quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Significar


Seria bem mais fàcil 
Se me resumisse
À minha Insignificancia 

Algo que me è dificil
Porque sou filho
De Breu e da Fulgurancia

Sou feito de versos
E o inverso sou
De um poema em prosa

Sou o Significado
Ou o Antonimo
Do espinho de uma rosa!


quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Ardência


Insinuante
Que te atreves
A queimar-me
Com um singelo
Mas fulminante olhar

Cá se fazem
Mas cá se pagam
E aos meus pés 
Sentes nessa pele
O inferno em meu altar!





terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Da mentalidade


Lucidamente
Aqui mora
Uma mente
Insana
Em corpo São  
Um São 
Não de Santo
Pois aceito
Os meus pecados
E não busco perdão!


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Catarse


Vens(te)
Sem venda
Ou mordaça 
Na dor
Sem escuridao
Em rasgos
De luz
Que atenuam
A violencia
Em meu coracao!




terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Fora d'horas


Há horas
Em que me sinto
Forte
Fraco
Belo
Sujo e feio

São horas
Onde não me sinto
Tudo
Nada
Princípio 
Fim ou meio!


quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O Devorador de Pecados


Nao te interrogues
Sobre a Natureza
Dos meus actos
E nao me vejas
Como um Anjo da Guarda
Sobre o teu ombro
Numa vida Controlada

Ve-me como o teu
Devorador de Pecados
Bebendo-os de ti
Para assim manter
A tua alma sempre Limpa
Diferente da minha
Ja ha muito conspurcada!




quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Folha rasgada


Faco-te a folha
E rasgo-te a roupa
Procuro o rasgo
E entre tuas coxas
Eu vinco-me na tua pele
Beijo-te o peito
E mordo-te o sexo
Monto-te a fundo
E bato os cascos
No fulgor de um corcel!


sábado, 24 de outubro de 2015

Spanking when wet


From spitting 
To licking 
I love sucking 
And spanking
Your sweet Cunt
Until I listen
All your Lips 
Begging me
"Fuck me now
Do what you want"!


sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Efeitos


Vestes-te para mim
E logo vais 
De Dama a Puta
Num segundo
É o efeito borboleta
Que te rasga
No meu corpo
De Senhor e Vagabundo!


terça-feira, 20 de outubro de 2015

Couro no couro


À primeira
Tu gritaste
E estranhaste
No seguimento
Gemeste
E entranhaste
O agridoce
Do toque
Dos fios de couro
O êxtase 
E uma coroa
De folhas de louro!


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Justiça muda


É justo
Que caiba
À justa
E calou-se
Justamente
A tua boca à piça
E no vaivém 
É injusto
O teu silêncio 
Dos ajustes
Ao (es)guincho
Que te faz toda a justiça!



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

A conta que Deus fez


Das duas uma,
Ou de uma duas
Ou das duas três! 
Mas porquê duas
Se damos três 
De uma só vez?!


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

The Shot


And she said,
"Come out, come out
Wherever you are
Come in and Cum out
Over my mouth
Shoot me from afar!"



terça-feira, 15 de setembro de 2015

Pela Calada da Alma


Calo-lhe a boca
Na mordaça Fálica
Por minha única 
Derradeira imposição
A de Contar
Pelos meus dedos
O que lhe (es)vai
Na alma em Ebulição!



sexta-feira, 11 de setembro de 2015

EquinÓcio


Curvilínea 
No contexto 
Equino
De ancas aladas
E boca afogada
Na almofada do ócio 
E do trote
Ao galope
Inusitado
Dà-se o fenômeno 
Rebentam os sexos
Na noção do Equinócio!



sábado, 5 de setembro de 2015

O (in)compreensivel


O que me une a ti
É algo invisível 
Etéreo 
Um Incompreensivel 
E raro
Modo de amar

Mas tão certo
Que quando
Os dias
Te sugam a vida
Não resisto
Em dar-te a jugular!


terça-feira, 1 de setembro de 2015

ResCaldo



Ela dá o peito
E dou Vazão
Ao antigo ditado
Não quero
Chorar mais
Pelo leite derramado
E alucinada 
Abre a boca
De sede em convulsão 
E na sua saliva
O meu Rescaldo
Numa nova Explosão!


sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Depravações


Ele era tão
Mas tão depravado
Ao ponto
De levianamente
 Deixar que ela
Fodesse o seu coração 
Só pelo Prazer
De a poder ver feliz!



terça-feira, 25 de agosto de 2015

Ao fim do fundo


Devagar
Se vai ao longe
Mas sem parar
Assim se vai
Até ao fim do mundo
E enterro
Apenas a cabeça
Mas o meu tronco
Logo a segue
E no teu cu eu me afundo!


quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Essência


Arregala as mãos 
E os dedos Espantados
Afia as unhas
E atira-se ao trabalho
É Ave do Paraíso 
De asas em voo picado
Um claro desafio
À Essência do Espantalho!


terça-feira, 11 de agosto de 2015

A Cor do Lótus


Na realidade
Só tens de estar
Orgulhosa de ti
Tal como o Lótus 
Que se Ergue do Lodo

E frondosa
Sente a tua Vida
E essa tua alma
Não em Retalhos
Mas sim, num Todo!



segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Desenlaces


A minha boca é Filha da Puta
E de Neptuno
Agitando as tuas marés 
Dança pelo teu último Desenlace

E as tuas pernas dão-me o Nó 
E eu Desfaço-te
Laços atrás de Laços
Até não sentir mais a minha face!



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Do âmago


Chamo de Limbo
Àquele espaço
Sempre tão repetido

Entre um "Obrigado"
E um "Desculpa"
Sem nunca os ter pedido

Ser terra de ninguém 
Circo na alma
Por beijos sem cariz

Um Rasgo no âmago 
E Senhoras e Senhores
Eis o epílogo duma Cicatriz!



terça-feira, 28 de julho de 2015

O Espanta-espíritos


É um estado 
De graça
Ou de desgraça
É um dom
Ou uma maldição 
Eu saber
A tua resposta
Mesmo antes
De te fazer
Qualquer questão!


terça-feira, 21 de julho de 2015

Espelhos seus, espelhos seus...


Era uma noite de tempestade, chovia muito e trovejava
como se os Deuses estivessem enfurecidos. 
Elisa deitou-se ao sabor da chuva a bater no vidro da 
sua janela e dos relâmpagos que iluminavam o quarto 
em rasgos que cortavam a escuridão do mesmo. Fechou
os olhos e começou a acariciar-se, cada vez mais intensa
na ponta dos dedos, acabou por se destapar toda devido
ao calor que lhe tomava o corpo mas que não a parava,
sentia o êxtase a aproximar-se a cada vez que os seus
dedos agitavam o clítoris em movimentos circulantes
que o atiçavam ainda mais, húmido, cada vez mais 
realçado, a antever a maré translúcida que aí vinha.
Cada vez mais frequentes, os relâmpagos incidiam
nos espelhos do quarto, e Elisa a cada flash abria os
olhos e via reflectido nos espelhos, imagens de rostos 
disformes e assustadores, contorcendo-se em esgares. 
Ainda tentou continuar o que estava a fazer mas não
conseguiu, a tesão tinha-se ido, aquelas imagens nos
espelhos reflectidas mataram o desejo e foi só a muito 
custo que ela conseguiu adormecer, mas decidiu que
tinha mesmo que se livrar dos malditos espelhos.
Na manhã seguinte, mal acordou, tirou logo todos os
espelhos do quarto e colocou-os junto ao contentor de 
lixo junto de sua casa. Nessa mesma noite, choveu a 
potes de novo, Elisa deitou-se e desta vez, tocou-se
como uma perdida por três vezes, nunca tinha alguma
vez sentido tanta vontade e excitação e depois dormiu 
profundamente por entre a  forte carga de água e de 
relâmpagos que se abateu durante a madrugada.
Tocou o despertador, eram 07h00, Elisa acordou bem 
e recomposta da noite anterior passada quase em 
branco. Levantou-se e dirigiu-se á janela para ver 
como estaria o dia, foi então que viu algo escrito no 
vidro embaciado da janela, que ficava mesmo virada
para o passeio dos contentores de lixo, uma mensagem
escrita pelo lado de fora, que dizia:

- “Elisa, repõe os espelhos por favor, é que nós adoramos 
ver-te a acariciares-te !“.

Areias intemporais


Tudo começou
Há muitos séculos atrás 
E perdurou
Nas areias dum tempo
Nunca perdido
Era eu um Faraó 
E tu uma Princesa do Nilo
Num passado
Que faz sentido ser
Tão Presentemente Vivido!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Erro de Darwin


Por várias vezes
Não sei
Que Espécie de Homem
Eu sou
E assumo o dilema
Contudo eu sei
Pois seja 
De que Espécie for
Sou Um Aparte
Neste Ecossistema!


terça-feira, 30 de junho de 2015

Lamas passadas


Se tens Asas
E elas foram feitas
Para voares
Ora para a frente
Ou para os lados!
Porque Gastas
Teu Tempo e Espaço
Perdendo o Pé 
Nas lamas 
Dos Dias Passados?



segunda-feira, 29 de junho de 2015

Na medida da sede


Balanças
A tua cona
No trapézio 
Onde a minha boca
É a tua rede
E na vertigem
Ela caí e chora 
Mas tu sorris
Mulher que apazigua
A minha sede!



quarta-feira, 24 de junho de 2015

Desapego


Faz
Um corte
Com a realidade
Que até hoje
Tu julgas que mereces
Vai
E abraça
Uma outra nova
Sem medos
Porque os desconheces!


segunda-feira, 8 de junho de 2015

DiAmantes


Era uma vez
Uma Lágrima 
Que caiu do céu 
Na palma
Da minha mão 

Guardei-a
Lambi-lhe o sal
E descobri
Um Diamante
Dentro do seu coração!


sexta-feira, 5 de junho de 2015

Na SupreMacia


Se entre nós 
Multiplicarmos 
E dividirmos
Ambos os Termos
De uma paixão
Por um só número   
Iremos obter
Uma Paixão 
Não equivalente
Mas superior à dada!



quinta-feira, 4 de junho de 2015

Bem-vinda


Ainda bem que vieste
Pois tão bem me soubeste
Quando na minha boca vieste-te
E pelas palavras que me disseste!


segunda-feira, 1 de junho de 2015

Válida

.
É claro que vale
Sempre a pena
Quando a alma
Não é pequena
E até uma alma
Que dela tem pena
Um dia nunca mais
Se sentirá pequena!

quinta-feira, 28 de maio de 2015

No Eixo


És corrente
De ar
No meu peito
E de Água 
Desaguando 
No meu queixo
És o desatino
Que abala
O meu chão 
Mas mete
O meu mundo
No devido Eixo!


terça-feira, 26 de maio de 2015

Da Pimenta para o Sal


Sendo eu Pimenta
Que arde nos teus lábios 
E queima a tua língua 
Levando-te à Ribalta
Então tu és Sal
Pois temperas-me a vida
E deixas-me sempre
Com a Te(n)são Alta!



domingo, 24 de maio de 2015

Apalavrada


"Tu enlouqueces-me!"
Estas ainda não são 
As tuas últimas palavras
A cada orgasmo
No fundo da minha garganta
Ou no meu caralho
Encharcando a minha glande

Porque as últimas 
São quando me dizes
De cona toda aberta
E ainda a escorrer
"Dá-me mais, dá-me outro
Dá-me como sabes
Isso foda-se, dá-me um grande!"



sexta-feira, 22 de maio de 2015

ConSorte


De um golpe de sorte
A um golpe certeiro
A minha boca assaltou a tua
E abriu-te os lábios primeiro

Mas a minha língua 
Logo se intrometeu
E por entre os teus dentes
A tua língua ela conheceu

E trocaram roçares 
Exposeram perícias 
Dos fios de saliva teceram
Um raro manto de carícias!


quinta-feira, 21 de maio de 2015

Almas espelhadas


Pois se é certo
Que os olhos
São o reflexo
Das nossas almas
Daí os olhares
Do teu espelho
Que desalmadamente 
Até bate palmas!


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Formosa


Mudam-se os tempos
E mudam
As tuas vontades
Da Forma
Mais grossa e dura
Da cona à tua boca
E no teu cu
A minha grossura 
Posta em ti
Toda ela é formosura!


O...


Se os teus olhos
Despem-te
E dizem-me
Quem tu és 
E O que te sou
Os meus denunciam 
Aos teus
Que sou O que
O teu peito
Já te confessou!


segunda-feira, 11 de maio de 2015

Desígnios da Fé


Acredita que eu sei
Que nem sempre
Tudo o que parece
Realmente assim o é 
Mas o que tem de ser
Tem muita força
E eu sei que acreditas
No Poder da Minha Fé!



quarta-feira, 6 de maio de 2015

Da Vaidade


Chamas-me de vaidoso
E eu contraponho
Que sou um exibicionista 
E fodo-te sem piedade 
Mas se ser vaidoso
É ter-te a meu lado a sorrir
Então eu assumo
Sou uma Fogueira de Vaidade!


sábado, 25 de abril de 2015

O Ditador


"Toma todo"
Tenho dito
E não dou
Nem o Dito
Ou o Cujo
Pelo não dito
De maneira
Que isto dito
Num ditado
Assim dito
Tudo está 
Está tudo dito!

terça-feira, 14 de abril de 2015

De Foda a Fado


Acredita
Que tudo isto
Existe
E que tudo isto
É Fado

Acredita
Que isto tudo
Tem o dedo
De algum Deus
Descarado

Acredita
Que tudo isto
Tu precisas
E que isto tudo
É o destinado

Acredita
Em tudo isto
Da Foda
Ao (en)canto
Deste Fado!


quarta-feira, 8 de abril de 2015

Ladainha


"Ninguém 
É de ninguém"
Já dizia
Sem amor
A velha ladainha 
Uma puta
De uma mentira
Já que eu
Sou Teu
E tu és Minha!


Sentidos latos


À priori 
Chamas-me
De Besta
Cabrao do Caralho
De porco
E até de Mau
Tudo isso 
É música 
Nos meus ouvidos
E à posteriori 
Dou-te mais
Do que apenas Pau!


quinta-feira, 2 de abril de 2015

À Queima-língua


E passo
De um tiro no escuro
A um tiro
Certeiro na tua boca 
Um disparo
À queima-língua 
Bala de leite
Que te deixa tão louca!



segunda-feira, 30 de março de 2015

OrtoGráfico!


Preferia
Dar-te a lingua 
E falar-te
Pelas pontas
Dos meus dedos
Sem corrector
Automático 
E verbalizar
Todos os verbos
E adjectivos
Numa gramática 
Bem fodida
E sem acordo
Ortográfico!


quarta-feira, 25 de março de 2015

O incondicional


É certo que por ti
Eu entrava em guerra
Com o Mundo
De forma declarada
Mesmo que o Mundo
Tivesse razão
E tu descaradamente 
Estivesses errada!