terça-feira, 28 de julho de 2015

O Espanta-espíritos


É um estado 
De graça
Ou de desgraça
É um dom
Ou uma maldição 
Eu saber
A tua resposta
Mesmo antes
De te fazer
Qualquer questão!


terça-feira, 21 de julho de 2015

Espelhos seus, espelhos seus...


Era uma noite de tempestade, chovia muito e trovejava
como se os Deuses estivessem enfurecidos. 
Elisa deitou-se ao sabor da chuva a bater no vidro da 
sua janela e dos relâmpagos que iluminavam o quarto 
em rasgos que cortavam a escuridão do mesmo. Fechou
os olhos e começou a acariciar-se, cada vez mais intensa
na ponta dos dedos, acabou por se destapar toda devido
ao calor que lhe tomava o corpo mas que não a parava,
sentia o êxtase a aproximar-se a cada vez que os seus
dedos agitavam o clítoris em movimentos circulantes
que o atiçavam ainda mais, húmido, cada vez mais 
realçado, a antever a maré translúcida que aí vinha.
Cada vez mais frequentes, os relâmpagos incidiam
nos espelhos do quarto, e Elisa a cada flash abria os
olhos e via reflectido nos espelhos, imagens de rostos 
disformes e assustadores, contorcendo-se em esgares. 
Ainda tentou continuar o que estava a fazer mas não
conseguiu, a tesão tinha-se ido, aquelas imagens nos
espelhos reflectidas mataram o desejo e foi só a muito 
custo que ela conseguiu adormecer, mas decidiu que
tinha mesmo que se livrar dos malditos espelhos.
Na manhã seguinte, mal acordou, tirou logo todos os
espelhos do quarto e colocou-os junto ao contentor de 
lixo junto de sua casa. Nessa mesma noite, choveu a 
potes de novo, Elisa deitou-se e desta vez, tocou-se
como uma perdida por três vezes, nunca tinha alguma
vez sentido tanta vontade e excitação e depois dormiu 
profundamente por entre a  forte carga de água e de 
relâmpagos que se abateu durante a madrugada.
Tocou o despertador, eram 07h00, Elisa acordou bem 
e recomposta da noite anterior passada quase em 
branco. Levantou-se e dirigiu-se á janela para ver 
como estaria o dia, foi então que viu algo escrito no 
vidro embaciado da janela, que ficava mesmo virada
para o passeio dos contentores de lixo, uma mensagem
escrita pelo lado de fora, que dizia:

- “Elisa, repõe os espelhos por favor, é que nós adoramos 
ver-te a acariciares-te !“.

Areias intemporais


Tudo começou
Há muitos séculos atrás 
E perdurou
Nas areias dum tempo
Nunca perdido
Era eu um Faraó 
E tu uma Princesa do Nilo
Num passado
Que faz sentido ser
Tão Presentemente Vivido!


sexta-feira, 3 de julho de 2015

O Erro de Darwin


Por várias vezes
Não sei
Que Espécie de Homem
Eu sou
E assumo o dilema
Contudo eu sei
Pois seja 
De que Espécie for
Sou Um Aparte
Neste Ecossistema!