Seria bem mais fàcil
Se me resumisse
À minha Insignificancia
Algo que me è dificil
Porque sou filho
De Breu e da Fulgurancia
Sou feito de versos
E o inverso sou
De um poema em prosa
Sou o Significado
Ou o Antonimo
Do espinho de uma rosa!
Insinuante
Que te atreves
A queimar-me
Com um singelo
Mas fulminante olhar
Cá se fazem
Mas cá se pagam
E aos meus pés
Sentes nessa pele
O inferno em meu altar!
Lucidamente
Aqui mora
Uma mente
Insana
Em corpo São
Um São
Não de Santo
Pois aceito
Os meus pecados
E não busco perdão!
Vens(te)
Sem venda
Ou mordaça
Na dor
Sem escuridao
Em rasgos
De luz
Que atenuam
A violencia
Em meu coracao!
Há horas
Em que me sinto
Forte
Fraco
Belo
Sujo e feio
São horas
Onde não me sinto
Tudo
Nada
Princípio
Nao te interrogues
Sobre a Natureza
Dos meus actos
E nao me vejas
Como um Anjo da Guarda
Sobre o teu ombro
Numa vida Controlada
Ve-me como o teu
Devorador de Pecados
Bebendo-os de ti
Para assim manter
A tua alma sempre Limpa
Diferente da minha
Ja ha muito conspurcada!