domingo, 9 de junho de 2013

SobreMesa


Nego-te
A cama
E sua rotina
Já sem
Surpresa

Roubo-te
O colchão
Da banalidade
E levo-te
Para a mesa

Dobro-te
E abro-te

Pela ré
Das coxas
Bambas

Cobiço
Essas duas
Fendas
E cuspo
Em ambas


Atiro
Meto
E tiro
O pau
Na Gata

Retiro
O que não
Te disse
A curiosidade
Não mata


E mergulho
Lentamente
Ao fundo
Do teu rabo
Empinado

Ponho
E disponho
Ao sabor
Do teu corpo
Agitado


E gemes
Tão cheia
Do Sustento
Que rebenta
A Represa

Reviras-te
E nos olhos
Pedes-me:
“Dá-me á boca
A Sobremesa!”

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