quinta-feira, 23 de maio de 2013

AnalOgia


Fora das rimas
A língua vadia
Investe em prosa
E logo se enfia

Nas tuas ancas
Em ponta que corta
Roçando na casa
Sem botão na porta

Pois no teu (de)lírio
O fel encarna o mel
Nas linhas translúcidos
Da saliva em tua pele

E fino o primeiro acto
Em sabores consumido
E em segundo de facto
Sou Moliére revivido

Que de bastão na mão
Dou-te três pancadas a cru
Mas com toda a graciosidade
Enterro-to todo no cu

E vergada e preenchida
No meu amor mais (b)anal
Faço com que te sintas Mulher
E Puta, na sua forma original!

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