segunda-feira, 13 de maio de 2013

Afoito


 Corro
Nos dedos
O gosto
Da tua existência
O desejo
Num afago
Em consistência

Rubores
Na ponta
Dos dias e noites
Já pensados
Suores e salivas
Sabores
Entranhados

Cheiros
Texturas
Odores
Misturados
São os teus
Meus loucos dedos
Molhados

Vaivém
Intercalado
Entre o rápido
E o lento
Grito
O teu nome
Num gozo
Violento

E chega
O lapso
A vertigem
No sobressalto
O chão visto
Pelo tronco
Mais alto

O espasmo

E o alívio
Num voo
Pássaro afoito
De penas brancas
Perdido

Em teu coito!

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