quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Siameses


Dou-te um beijo
Uma trela
E o chão espelhado
Dou-te a ordem
E de quatro
Ficas ao meu lado

Dou-te o osso
Bem duro
Na queda do pano
E a tua boca rói
Lambe-o, chupa-o
Até ao tutano

Atiro o pau
No teu rosto
E nas tetas pedantes
Bato e rebato
Teu prazer nunca mais
Será como dantes

Assumes a posição
Palmas e joelhos
Prostados no soalho
E de rabo empinado
Pedes que te dê
Este meu caralho

E enterro-to todo
Forte e fundo
Como tu gostas
Fodo-te a cona
Como uma cadela
Assim disposta

Por uma dose
De vários insultos
Entre umas cuspidelas
E predisposta a levar
Uns bons açoites
E umas mijadelas

E saltam gemidos
E ganidos
Na puta da loucura
Envergada
Dás-me o mel
Na minha verga dura

Rodas o corpo
E a cabeça
E começas a mamar
Fodo-te a boca
Que me diz:
“Onde me vais dar?”

A resposta está
Na ponta da língua
Mas é a tua a visada
Esporro-te a boca
E dou-te o leite
Que bebes duma enfiada

E ainda não satisfeita
Abres a racha
Para uma nova sensação
E eu logo mijo-te
A cona e o grelo
E gritas cheia de tesão

“Tu não prestas
Meu grande cabrão
Filho da puta insolente!”
“ Eu sei, minha puta vadia
Tal como tu sabes
Que não és muito diferente!”

2 comentários: