segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Refém


Não,
Não é um aviso
É mesmo uma ameaça
Vou fazer de ti
A minha única refém
E vou ser a tua desgraça

Vou-te usar
Como escudo
Para a minha perversão
Vou abusar
Desse teu corpo
Numa inata humilhação

Vou-te dar
A minha paixão
Da forma mais violenta
Vou-te deixar
A carne marcada
E a pele toda sebenta

Vou querer
Ouvir-te a pedir
“Por favor, Meu Senhor!”
E vou-te calar
Essa boca mendiga
Com todo o meu vigor

Vou-te encher
As goelas
Do meu leite quente
Vou-te mijar
As mamas
E o ventre tremente

Vou-te foder
De cima a baixo
E do rápido ao lento
Vou-te dar
Umas chapadas
E cuspir-te em alento
 
E se no auge
Deste cenário
A tua cona ainda escorre
Eu espeto-lhe
A língua e os dedos
Para ver se ela morre

Sangro-a
Até á exaustão
E até que o grelo doa
É o teu fado
O meu amor ser assim
Tão vil e que nunca te perdoa!

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