sexta-feira, 18 de abril de 2014

A culpa


 A culpa
Não morre
Solteira
Confesso
Que empunhei
A mangueira

Na vontade
De regar
O jardim
Desse teu corpo
Em flor
Num frenesim

E molho
Os dedos
E o chão
Desenho-te
Neste poema
A carvão

Prendo-me
Em teu nome
Num gemido
E solto-me
Num verso
Tão extroVertido!

2 comentários:

  1. Mesmo muito extrovertido...daí serem também os versos mais bonitos, os que vertes em palavra e imagens originais.

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    1. Obrigado...quando os versos são dados "a beber" sem complexos a coisa saí mais...tragável !

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