terça-feira, 2 de abril de 2013

Confissões




Entre as tuas coxas
Eu edifico
A minha Igreja
E o teu confessionário

Num culto pagão
Em orações
Á tua Deusa
Mostro-me ordinário

E o teu sino toca
É a confissão
Desta minha boca
Soando a recado

Bendita sois vós
Entre as mulheres
Tu que és fruto
Do meu maior pecado

Pois na Cobiça
Aqui encarada
És maçã suculenta
Da casca á semente

E no teu íntimo
Dás-me a absolvição
E eu dou-te
A língua da serpente